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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Funções do Cérebro podem começar a se deteriorar aos 45 anos

Um estudo realizado pela University College de Londres (UCL) indicou que as funções do cérebro podem começar a se deteriorar já aos 45 anos de idade.
Entre mulheres e homens com idades entre 45 e 49 anos, os cientistas perceberam um declínio no raciocínio mental de 3,6%.
As conclusões contradizem pesquisas anteriores sugerindo que o declínio cognitivo só começaria depois dos 60. O estudo, publicado na revista científica British Medical Journal, foi conduzido ao longo de dez anos, entre 1997 e 2007. Os cientistas avaliaram a memória, o vocabulário e as habilidades cognitivas – de percepção ou de compreensão – de quase 5,2 mil homens e 2,2 mil mulheres entre 45 e 70 anos, todos, funcionários públicos britânicos.Os resultados demonstraram uma piora em memória e cognição visual e auditiva, mas não em vocabulário – com um declínio mais acentuado nas pessoas mais velhas.
Entre os indivíduos entre 65 e 70 anos, eles perceberam um declínio mental foi de 9,6% entre homens e 7,4% entre mulheres da mesma idade.
Para os cientistas, isso quer dizer que a demência não é um problema exclusivo da velhice, e sim um processo que se desenrola ao longo de duas ou três décadas.
"É importante identificar os riscos cedo. Se a doença começou em um indivíduo nos seus 50 que só começa a ser tratado nos 60, como fazemos para separar causa e efeito?", questiona o professor Archana Singh-Manoux, do Centro de Pesquisas em Epidemiologia e Saúde da População, na França, que conduziu a pesquisa na instituição londrina.
"O que precisamos agora é analisar aqueles que experimentam um declínio cognitivo mais rápido que a média e saber como parar o declínio. Algum nível de prevenção definitivamente é possível", afirma.

Crise de meia-idade

Singh-Manoux argumenta que as taxas de demência devem aumentar na sociedade na medida em que as funções cognitivas estão conectadas a hábitos e estilo de vida, através de fatores como o fumo o nível de exercício físico.
Para a Sociedade contra o Alzheimer, uma organização de pesquisa e lobby no combate à demência, o estudo mostra a necessidade de mais conhecimento das mudanças no cérebro que sinalizam o problema.
"O estudo não diz se qualquer dessas pessoas chegou a desenvolver demência, nem quão viável seria para o seu médico detectar essas primeiras mudanças", afirmou a gerente de Pesquisas da Alzheimer Society, Anne Corbett.
"São necessários mais estudos para estabelecer as mudanças mensuráveis no cérebro que possam nos ajudar a melhorar o diagnóstico da demência."
O diretor de Pesquisas na organização, Simon Ridley, reforçou a necessidade de conscientizar a população sobre os benefícios de ter hábitos saudáveis.
"Embora não tenhamos uma maneira infalível de prevenir a demência, sabemos que mudanças simples de hábitos – adotar uma dieta saudável, não fumar, manter o colesterol e a pressão do sangue sob controle – reduzem o risco de demência", afirmou.
"Pesquisas anteriores indicaram que a saúde na meia-idade afeta o risco de demência durante o envelhecimento, e estas conclusões nos dão mais razões para cumprir as resoluções de Ano Novo."
(BBC Brasil)

domingo, 20 de novembro de 2011

Desastre Natural que mais mata é o Terremoto, diz estudo


Um estudo feito por pesquisadores americanos concluiu que os terremotos têm mais impacto na saúde humana que outros desastres naturais, como enchentes e furacões.
Mais de um milhão de tremores de intensidades diversas são registrados por ano no mundo, afirma a pesquisa, publicada nesta sexta-feira na revista científica britânica Lancet.
No terremoto do Haiti, por exemplo, 53% dos pacientes tratados após o tremor nas proximidades de Porto Príncipe tinham menos de 20 anos de idade. Cerca de 25% tinham menos de cinco anos.Além das mortes imediatas, as vítimas dos tremores incluem indivíduos seriamente feridos - especialmente crianças - que não podem receber tratamento por causa da destruição da infraestrutura.
Na última década, os terremotos causaram mais de 780 mil mortes no mundo - o equivalente a 60% do total causado por desastres naturais, concluiu o estudo coordenado pela Iniciativa Humanitária da Universidade de Harvard, em Boston.
Outros desastres, como enchentes e furacões, tipicamente causam mortes por afogamento, mas poucos feridos, afirmaram os pesquisadores.
No caso dos terremotos, a estimativa é de que, para cada pessoa morta no desastre, três escapam com ferimentos.
Além disso, muitas das grandes metrópoles do mundo estão localizadas sobre falhas geológicas propensas a sofrer com este tipo de fenômenos, como Tóquio, Los Angeles, Nova York, Nova Déli e Xangai.
"Como os terremotos normalmente afetam áreas urbanas populosas com pouca infraestrutura, normalmente resultam em altas taxas de mortalidade com muitos ferimentos por trauma", explicou a coordenadora da pesquisa, Susan Bartel.
Após o evento, também é comum uma onda de depressão que chega a atingir até 72% da população do país onde o desastre ocorreu.
Depois do terremoto de 1999 na Turquia, estima-se que 17% da população podia ser diagnosticada com tendências suicidas.
(Matéria BBC Brasil)