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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Ferro Transparente?


Cientistas conseguiram realizar uma proeza. Eles demonstraram mediante experimento que o núcleo atômico pode se tornar transparente.

A pesquisa foi publicada na Nature.

A técnica, que utiliza o efeito da transparência induzida eletromagneticamente, permite com que materiais opacos possam se tornar transparentes para a luz em certos comprimentos de onda como o raio X. A técnica também permite o controle da transmissão e da velocidade da luz e envolve interferência quântica.

Pelo efeito da transparência induzida eletromagneticamente, com um laser intenso em uma determinada frequência é possível fazer com que um material não transparente se torne transparente para a luz de outra frequência. Esse efeito é promovido pela interação complexa da luz com a eletrosfera, onde estão os elétrons.

No laboratório de luz síncrotron do DESY, o grupo demonstrou que esse efeito também existe em raio X quando os raios são direcionados para o núcleo atômico do isótopo de ferro 57 (pelo método chamado de espectroscopia de Mössbauer), que compreende 2% do ferro que ocorre naturalmente no planeta.

“O resultado de alcançar a transparência no núcleo atômico é, em suma, o efeito da transparência induzida eletromagneticamente sobre o núcleo. Certamente que ainda há um longo caminho a percorrer até que o primeiro computador com luz quântica se torne realidade. Entretanto, com esse efeito fomos capazes de realizar uma classe completamente nova de experimentos de óptica quântica de alta sensibilidade”, disse Röhlsberger.

Segundo o cientista, a nova fonte de laser de raios X XFEL, que está sendo construída em Hamburgo, representa uma grande oportunidade de se conseguir controlar o raio X com o raio X – raios X são emissões eletromagnéticas de natureza semelhante à luz visível.

O grupo alemão também demonstrou outro paralelo do efeito da transparência induzida eletromagneticamente: luz presa em uma cavidade óptica viaja a uma velocidade de apenas alguns metros por segundo. Normalmente a velocidade é a da luz, de cerca de 300 mil quilômetros por segundo.

A novidade, do grupo liderado por Ralf Röhlsberger no Deutsches Elektronen-Synchrotron (DESY), em Hamburgo, na Alemanha, é considerada importante para o desenvolvimento de computadores quânticos, que poderão substituir os atuais com velocidades de processamento hoje impossíveis de serem atingidas. 

(Scientific American Brasil)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Exercícios Físicos Também ajudam as Células

Além de nos ajudarem a manter a forma, exercícios físicos parecem desempenhar um papel importante na prevenção de doenças crônicas como o diabetes. Um novo estudo mostra como a atividade em nível celular pode estar nos mantendo saudáveis quando nos exercitamos.

O processo em questão é a autofagia — mecanismo celular de reciclagem de componentes internos —, que ajuda a manter as células ágeis e capazes de se ajustarem às diferentes necessidades energéticas e a condições nutricionais. Em camundongos, os exercícios estimulam a aceleração da autofagia em músculos do coração e no esqueleto. O novo relatório, publicado on-line pela Nature, descreve como essa autofagia adicional pode ajudar a inibir a resistência à insulina (precursora do diabetes).

Para chegar a essa conclusão, a equipe de pesquisa liderada por Congcong He, do Southwestern Medical Center, da University of Texas, comparou camundongos geneticamente modificados (para que não alcançassem o nível extra de atividade autofágica) com camundongos normais e analisou as consequências da prática de exercícios e de uma dieta com elevado teor de gordura. Os resultados mostraram que os animais modificados ganharam um pouco mais de peso devido à dieta rica em gordura e mostraram-se um pouco menos ativos do que seus colegas do outro grupo. Embora os camundongos normais tenham apresentado maior resistência à insulina após se exercitarem e, assim, tenham se tornado menos propensos ao diabetes, os roedores mutantes não induzidos à atividade autofágica extra não parecem beneficiar-se dos exercícios.


Katherine Harmon - Scientific Brasil